Empresas de todo o mundo estão diante de um novo e poderoso inimigo, os cyberataques.

Empresas de todo o mundo estão diante de um novo e poderoso inimigo, os cyberataques.
Data: 28/03/2018

Com o crescimento vertiginoso das operações na internet, principalmente as financeiras, e o aperfeiçoamento dos crimes virtuais, vários especialistas já consideram o problema da cibersegurança como a maior ameaça para os negócios atuais. As empresas estão gastando milhões de dólares para se protegerem de ataques informáticos, sobretudo os bancos.

Segundo um recente relatório da empresa de auditoria PwC, o que mais preocupa os investidores em todo o mundo é a escassez de medidas de segurança informática nas empresas. Deles, 41% acreditam que os ciberataques são uma grande ameaça. Ao contrário do que muitos pensam, não são apenas as empresas de grande porte que sofrem ataques. A empresa de segurança Kaspersky Lab alertou que as pequenas e médias empresas sofrem 43% desses ataques cibernéticos, uma percentagem que coloca essas empresas na mira dos hackers. O que demonstra que pequenos empresários também precisam investir em segurança informática e treinamento de seu pessoal para evitar ser alvo de ataques de engenharia social.

É de sublinhar que durante muito tempo os investimentos na segurança informática foram mantidos a um nível mínimo necessário para cumprir a legislação. Entretanto, nos últimos três anos tem sido observada uma tendência de investir mais na cibersegurança, explicou Mikhail Lapin, diretor de projetos da empresa Bell Integrator.

Nos próximos três ou cinco anos, veremos um crescimento notável das despesas destinadas a aumentar a segurança da informação. Trata-se de um aumento entre 4% e 8% anuais, informou Lapin. Mas nem todos os problemas podem ser resolvidos através de dinheiro. Para se protegerem, as empresas terão de inculcar a cultura dos dados pessoais para evitar a divulgação de informações ou dados confidenciais a terceiros.

A consultoria Gartner prevê que, até 2020, mais de 60% das corporações vão investir grandes quantidades de dinheiro em ferramentas de segurança da informação. Trata-se de evitar a perda de dados, criptografá-los e auditá-los. Atualmente a cifra é de 35%.

Entretanto, uma das outras principais ameaças não é tanto que aumente o número de ataques informáticos e vazamento de dados, mas que aumente o custo da aplicação de medidas de segurança que não funcionam. E os especialistas insistem: sua eficácia é limitada. Por essa mesma razão, a busca de outros tipos de soluções mais baratas é algo que se torna a tarefa mais importante para as empresas privadas.